quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A Birmânia



Desde 19 de Agosto de 2007, grupos de monges, activistas e cidadãos juntaram-se para protestarem contra a repressão no país, desde há cerca de 45 anos. Em 26 de Setembro, o governo militar birmanês respondeu com violência. Este tem sido um dos piores momentos da história deste país. Os esforços militares para controlar a zona esvaziaram quase 3.000 aldeias ao longo de uma década. Ao longo destes dez anos de opressão, a junta militar tem obrigado milhares de pessoas a mudarem-se constantemente, temendo os ataques. Os soldados birmaneses têm autorização para dispararem sobre civis. Mais de 500.000 pessoas foram desalojadas e vivem em constante instabilidade. Aqueles que são capturados pelo exercito são forçados a pactuarem com eles, perpetuando a violência, sob pena de serem torturados, mortos ou violentados.Chuah Sang, birmanês, foi meu colega uchideshi em Iwama. Até ao dia em que o conheci, o Burma era para mim um país demasiado distante, de onde só conhecia as mulheres-girafa. Agora o Burma tornou-se estrela dos canais televisivos pelos piores motivos. Admirei sempre a preserverança do Chuah, que num país de fraquissímos recursos conseguira realizar um sonho: instalar um dojo de Aikido, agora fechado. É por isso que os acontecimentos em Myanmar contêm um peso maior.
O Grupo de Aikido de Myanmar momentos antes de uma demonstração.
Em frente do Aikijinja, no Festival do Tai Sai, Iwama, Japão
Ajude um pouco o povo da Birmânia, assinando a petição aqui: http://www.thepetitionsite.com/takeaction/972303571?z00m=10257662
Aikido de Myanmar